Testemunho e gratidão

Ana C | 21-03-2021

Conheci o António em 2012, por acaso, sem saber que era terapeuta ou sequer o tanto a que ele se dedicava. A conversa foi escorreita, o meu ceticismo para com as terapias alternativas foi claro, e fui respeitada na minha postura e opinião. Conversa vai, conversa vem, desafiou-me a experimentar uma sessão de terapia, coisa que mais tarde aceitei.
Não fiquei rendida.
Inicialmente gostei mais da conversa e do humor partilhado sem ter noção de “terapia”, mas um bom terapeuta faz isso mesmo: atua sem darmos conta e vai guiando como quem não faz nada, fazendo muito.
Eu, como toda a gente, tinha e tenho problemas, mas não procurava ali, a resolução para eles, nem a achava que o António me fosse ajudar. Eram coisas da vida…
Gostava da conversa, isso sim. Com o tempo, percebi que as sessões com o António, que incluíam uma multiplicidade de terapias, típicas da terapia holística, umas faziam-me sentir extraordinariamente bem, outras nem tanto. Entretanto percebi que antecipava as sessões porque o bem-estar físico e emocional começaram a tornar-se videntes.
Durante um ano fui tendo sessões que, não me curando - também não sentia que estivesse doente, talvez de mal com a vida -, me fizeram descobrir uma pessoa em mim que desconhecia, e acima de tudo perceber-me, identificar claramente o que me incomodava e descobrir potencial…
O que aconteceu durante aquelas sessões foi uma espécie de escola, mas em que os assuntos não eram os outros, ou algo externo, mas o objeto de estudo, o avaliador e o avaliado era, sou eu. O que aprendi, faço-o e aplico até hoje, é uma aprendizagem para a vida. É descobrir a força ou cura dentro de mim e encarar tudo à minha volta com muita humildade. O António deu-me instrumentos e ensinou-me que a vida tem muitos caminhos a atalhos e quem escolhe as direções sou eu e se me enganar na direção, posso sempre reavaliar e mudar o rumo. Tudo começa e acaba em mim, em harmonia com os outros, com o mundo, com a vida. Nada é ao acaso.
Foi um ano fantástico que me ficou para a vida toda.
Posteriormente, recorri ao António, onde a medicina alopata não me estava a valer: contraturas cervicais que já me imobilizavam. Serei sempre grata por num par de semanas me ter resolvido o que me atormentava há uns dois meses.
Aqui o tratamento foi mais direcionado ao lado físico que estava doente, mas sempre me lembrando que aquela dor, mais do que física, era um grito da alma e que precisava cuidar desse lado. Cuidei. Entre a ajuda do António e eu, aquela dor física, reflexo de um momento da vida e emoções mal geridas, passou.
Encaro o António como um guia, que não aponta caminhos, mas faz com que cada um descubra o seu caminho e passe a ser responsável por si.

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